Médico além dos hospitais: Medico atende população de rua em São Paulo

Médico além dos hospitais: Medico atende população de rua em São Paulo

Mario Guimarães é um médico neurologista paulistano. Trabalha em dois hospitais e ainda é professor para cinco turmas de futuros médicos. Mesmo essa dupla jornada de trabalho extremamente puxada, não o impediu de se dedicar em atender e ajudar pessoas em situação de rua na grande cidade de São Paulo.


Fugindo a regra de maioria de seus colegas de profissão, o hospital e as salas de aula não são o único campo de trabalho e atuação onde performa. Com uma grade curricular de dar inveja, incluindo aperfeiçoamento no exterior entre outras coisas, o médico escolheu ir para as ruas, levando seu conhecimento  cuidados para a vida das pessoas que mais precisam.



Desejando fazer muito mais do que já estavam fazendo, que Mario criou a ONG “Médicos de Rua”, com muito apoio de alguns de seus alunos e mais outros dez colegas de profissão. “Quero levar essa medicina de alta qualidade para regiões necessitadas”, disse o médico ao Jornal da Record. “Estão exigindo que você só participe de círculos elitizados. Eu vou me associar a grandes universidades, grandes hospitais, porém vou continuar atendendo a população carente.” Continua ele em sua entrevista.


Durante apenas um dia de trabalho, a ONG fundada por Mario já consegue atender em torno de 1.000 pessoas. O que é um registro impressionante. Cada atendimento leva em torno de 3 horas e todos eles são feitos nas calçadas da Grande São Paulo, de uma maneira quase improvisada, porém trazendo todo o cuidado e atenção que essa população precisa.


Para muitos desses pacientes, essa é a primeira vez que realmente estão conseguindo tratar alguma dor ou doença, da qual convivem geralmente toda a vida, desde que começaram a viver em situação de risco. Caso seja um uma situação de muita gravidade, o médico vai a farmácia mais próxima e compra a medicação necessária para o paciente com o dinheiro do próprio bolso.


Grande parte dos pacientes são sempre orientados a procurar um hospital para serem examinados novamente. “É triste e engraçado que eles falam assim: ‘Eu vou com a minha melhor roupa’”, diz Mario.


Mas nenhum remédio, nenhuma situação paga ouvir a história dessas pessoas e ver que muitos estão se sentindo amados e cuidados pela primeira vez em suas vidas.


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